Letícia Bianchi
O meu celular vibrou sobre a bancada de trabalho, o brilho da tela cortando a penumbra do meu ateliê. Quando vi os nomes — Júlia, Silvia e Hannah —, senti um aperto nostálgico no peito. Era a "noite das garotas", uma tradição que, meses atrás, eu frequentava com a sensação de estar interpretando um papel em uma peça de teatro que não me pertencia.
Hoje, porém, ao atender, a sensação foi de estender a mão para o outro lado do oceano e encontrar um calor genuíno.
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