O silêncio na sala não era mais de medo, era de eletricidade. Diego continuava de pé na minha frente, perto o suficiente para eu sentir o calor dele, mas eu não recuei. Inclinei a cabeça e deixei meus olhos descerem devagar pelo corpo dele, parando no peito, no pescoço, e subindo lentamente até a boca.
Não era um olhar de ódio. Era um convite perigoso.
Diego travou. A risada dele morreu na garganta e deu lugar a uma respiração mais pesada. Ele entendeu o jogo na hora. Eu sorri, aquele sorriso t