A luz do sol batendo na janela parecia uma facada direta no meu cérebro. Minha cabeça latejava no ritmo de um tambor de escola de samba. Tentei me mexer, mas senti um peso morto de um lado... e outro do outro.
Abri os olhos devagar, a visão embaçada, e quando foquei... Puta que pariu.
— AAAAAAHHHH! — O grito saiu rasgando a minha garganta antes que eu pudesse raciocinar.
Não era um. Eram dois. Dois caras que eu mal lembrava o nome, jogados na minha cama king-size como se fossem donos do pedaço.