— Você está bem? — Anton me segurou pelos ombros assim que entrei na cozinha, forçando-me a parar. Seus olhos vasculhavam meu rosto, a testa franzida ao notar o inchaço dos meus olhos. — Parece que você estava chorando.
Tentei sorrir, mas minha voz rouca me traiu.
— Estou bem.
Sabia que minha aparência contava uma história diferente. Havia passado a última hora soluçando no meu quarto, com minha tia ao meu lado, murmurando palavras de conforto. Se ela não estivesse ali, provavelmente eu ainda