Meia hora depois, eu estava afundada numa poltrona de madeira esculpida, sentindo a almofada de seda felpuda ceder sob minhas costas. Minhas mãos, quase trêmulas, apertavam uma delicada xícara de chá. Os dedos estavam tão firmes em torno da porcelana fina que temi quebrá-la a qualquer momento. Diante de mim, Espósito, silencioso, observava-me do outro lado da mesa. O quarto do hotel, amplo e luxuosamente mobiliado, era digno de um Lorde, mas não me importava. Não conseguia sequer pensar em sabo