O silêncio dentro do carro era confortável, uma pausa necessária depois da tempestade emocional que o jantar havia sido.
Henrique dirigia com uma mão no volante e a outra entrelaçada à de Elize, repousando sobre o colo dela.
A estrada desfilava pelas janelas com as luzes da cidade refletindo em tons dourados e azulados no para-brisa.
Elize encostou a cabeça no vidro, exalando devagar.
— Sobrevivemos — murmurou.
— Mal posso acreditar — ele respondeu, com um sorriso cansado. — Meu pai vai