O sol ainda nem havia aquecido direito a Baía das Abelhas quando Elize ouviu o inconfundível som do pneu estourando.
Um “tchum” seco, direto, seguido daquele balançar perigoso do guidão da scooter que ela já conhecia bem demais.
— Ah, não, joaninha! Logo hoje?
Parou o veículo no acostamento, bufando. Conferiu o estrago com as mãos na cintura.
O pneu traseiro parecia ter passado por cima de todos os pregos da cidade.
E, claro, justo na manhã da famigerada “Augusto-feira”.
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