(Emily)
O som da chuva batendo na janela parecia ecoar o que eu sentia por dentro. Era como se cada gota trouxesse à tona lembranças que eu tentava, inutilmente, deixar para trás. A conversa com Alexander ainda reverberava em mim — não apenas pelas palavras que dissemos, mas pelas que ficaram presas entre um silêncio pesado e uma respiração entrecortada.
Naquela manhã, acordei mais cedo do que o habitual. O céu ainda estava tingido de cinza, e o aroma do café que preparei foi meu único consolo.