(Alexander)
A penumbra do meu apartamento parecia mais densa depois daquela noite. Emily havia adormecido em meus braços, seu corpo envolto apenas pelo lençol, o rosto sereno como há muito tempo eu não via. Mesmo na tranquilidade do sono, ela parecia carregar o peso de tudo que enfrentamos.
Eu a observei em silêncio, com um sentimento que os anos de frieza e estratégia jamais tinham conseguido enterrar. Aquela mulher me despia da armadura que passei a vida construindo. E isso me assustava.
Mas,