A vida começava, aos poucos, a encontrar um novo eixo.
Não era normalidade plena — ainda havia cicatrizes, processos, reconstruções.
Mas havia algo diferente no ar.
Continuidade.
Às seis da manhã em ponto, Thomas estava parado diante de um condomínio de luxo.
Silêncio absoluto.
Jardins impecáveis.
Portões altos demais para esconder o que havia dentro.
No rádio, a voz dele soou baixa e controlada:
— Estamos prontos.
A resposta veio quase imediata.
— Nossa equipe também. — Alex confirmou.
Um segundo depois, outra frequência se abriu.
— Todas as posições confirmadas. — disse o delegado Mourão. — Então vamos acabar com isso.
Thomas fez um gesto com a mão.
Os agentes avançaram.
Um deles posicionou o explosivo na fechadura reforçada.
— Três… dois…
A explosão foi seca. Técnica.
A porta cedeu.
— POLÍCIA! — o grito ecoou enquanto eles entravam.
No mesmo instante, a quilômetros dali, Alex liderava outra equipe em um bairro igualmente caro.
E, do outro