Antonieta foi a primeira a vê-lo.
— Filho… — chamou, assim que entrou na sala de espera.
Thomas levantou o olhar, surpreso.
Ela não esperou resposta. Apenas o abraçou.
Sem pressa.
Sem palavras ensaiadas.
Como não fazia há anos.
Juan se aproximou logo depois.
— Chegamos agora de viagem. — disse. — Viemos assim que soubemos.
Ele também o envolveu no abraço.
Firme. Contido. Necessário.
Thomas ficou imóvel por um segundo — depois permitiu.
Antonieta se afastou apenas o suficiente para encará-lo.
— Como ela está? — perguntou, a voz baixa, carregada de preocupação sincera.
— Em observação. — Thomas respondeu. — A cirurgia foi um sucesso. Agora… é esperar.
Antonieta assentiu, os olhos marejados.
— Então vamos esperar juntos.
Juan pousou a mão no ombro do filho.
— Você não está sozinho.
E, ali — sem discursos, sem pedidos de desculpa explícitos —
o que havia se quebrado ao longo dos anos começava a ser reescrito.
Não apagado.
Mas reconstruído.
O sol começava a nascer qu