O médico saiu da sala cirúrgica com passos contidos.
O corredor silenciou.
Thomas se levantou no mesmo instante, o corpo tenso como se tivesse ficado em alerta por horas — porque ficou.
— Doutor… — a voz saiu firme demais para quem estava por dentro desmoronando.
O médico tirou a máscara devagar.
— A cirurgia foi um sucesso. — começou.
O ar voltou aos pulmões de todos por um segundo.
Mas o médico não sorriu.
— O projétil foi retirado. Não houve danos irreversíveis nos órgãos vitais. — fez uma pausa medida. — Mas ela perdeu muito sangue. O corpo entrou em exaustão.
Thomas sentiu o chão oscilar.
— Ela está em coma induzido. — concluiu. — Vamos mantê-la em observação nas próximas horas. As próximas vinte e quatro horas são decisivas.
— Posso vê-la? — Thomas perguntou de imediato.
O médico balançou a cabeça, com respeito.
— Ainda não. Ela precisa ficar estabilizada. Assim que for seguro, avisaremos.
Thomas assentiu.
Não discutiu.
Não implorou.
Mas as mã