Na delegacia, Thomas entrou como um homem em guerra.
Nem passou pela própria sala.
Foi direto para o monitoramento.
— Avenida Central, sentido leste. — disse para a agente responsável, já apoiando as mãos na bancada. — Puxa as câmeras do trecho entre a saída da Rogue e o viaduto.
A policial digitou rápido.
Telas acenderam.
Imagens surgiram.
E o mundo de Thomas encolheu até caber dentro de um monitor.
Na tela, a viatura de Sofia apareceu — rápida demais, decidida demais. A perseguição cortava a madrugada como um grito.
Então veio o momento.
A freada.
O impacto.
O capotamento.
Thomas não piscou.
O carro virou duas vezes e parou de cabeça para baixo.
— Não… — a voz dele saiu baixa, mas afiada.
A imagem continuou.
Um carro escuro encostando.
Um homem descendo — capanga. Movimentos frios, certeiros. Sem hesitação.
Ele correu até a viatura.
Abriu a porta.
Cortou o cinto.
Sofia caiu, ainda lutando, tentando se erguer mesmo machucada.
Thomas deu um