No hospital, a menina estava sentada, cobertor nos ombros, olhar baixo.
Quando viu Sofia, não sorriu.
Só puxou o ar, como se reunir coragem doesse.
Sofia se aproximou devagar e sentou ao lado, sem invadir espaço.
— Oi. — Sofia disse, suave. — Eu estou aqui.
A menina olhou para os próprios dedos, mexendo nas bordas do cobertor.
— Eu... — a voz saiu quase inaudível. — Eles falaram...
Sofia ficou imóvel.
— Respira, você está segura.
A menina assentiu.
— Ela não gritou. Não amea