Ricardo encontrou Nathália sentada na beira da cama.
Os ombros curvados.
O rosto escondido entre as mãos.
O celular tremia entre os dedos.
— Amor… — ele falou baixo, aproximando-se. — O que foi?
Ela ergueu os olhos.
Vermelhos.
Molhados.
Sem dizer nada, estendeu o telefone.
Ricardo pegou.
Colocou no ouvido.
Ouviu.
E sentiu a raiva subir como um soco no estômago.
Depois…
a culpa.
Foi ele.
Ele que sugerira aquele almoço.
Ele que dissera que estava tudo sob contr