UM PASSO DE CADA VEZ.
Na MonteiroCorp, o relógio parecia andar devagar demais.
A copa, que sempre foi o coração vivo da empresa — café quente, risadas, fofocas inocentes, histórias do final de semana — agora era um lugar diferente.
O silêncio pesava.
Toda palavra parecia uma ameaça de desabar.
Nathalia mexia uma panela grande no fogão, os olhos fixos na sopa fervendo, como se o movimento circular da concha fosse a única coisa segurando seu peito no lugar.
Cozinhar era o jeito dela n