O ALVO QUE NÃO PARAVA
No oitavo andar, não tinha parede.
Só vento.
Só concreto.
Só precipício.
Lucas estava de frente para Augusto conforme o vento rasgava o silêncio.
Nenhum dos dois piscava.
Mas então —
Passos.
José surgiu no topo da escada.
Lucas desviou o olhar de Augusto como se tivesse sido puxado por um ímã invisível.
O sorriso nasceu devagar no rosto dele.
— Que bom ver você, José Monteiro… — disse, quase doce.
Mas o sorriso morreu do mesmo jeito que nasceu —
rápido demai