CARA A CARA
O prédio não era um prédio.
Era um esqueleto.
Concreto exposto.
Pilares nus.
O eco das cidades que nunca terminam de nascer.
Não havia paredes.
Não havia elevador — apenas o vão vazio onde ele deveria estar.
E as escadas, estreitas, ásperas, subiam como uma espinha dorsal de concreto, conduzindo para cima — e para a queda.
Augusto parou diante da entrada.
Olhou para cima.
Medindo.
Calculando.
Atrás dele, os dois homens armados esperavam, imóveis.
Um deles deu o primeiro passo.
— Ab