A ARMA QUE SOBROU
O barulho veio primeiro.
Passos pesados.
Tiros abafados pelo vento seco da fazenda.
E depois — vozes.
— BURRO! — o segurança da porta do quarto gritava descendo a escada.
— VOCÊ FOI ENGANADO, SEU IDIOTA!
— O CHEFE VAI MATAR VOCÊ!
As palavras ecoaram pelo corredor, atravessando a madeira, batendo nas paredes.
Eloise abriu os olhos.
O teto não era conhecido.
As paredes também não.
Ali não era o quarto onde Lucas a havia colocado primeiro.
Outro cômodo.
Outra porta tr