O carro percorreu a orla em silêncio.
Mas era um silêncio cheio.
Silêncio que falava.
Quando o veículo parou, Sofia reconheceu o prédio espelhado à beira-mar.
Luxuoso. Discreto.
Um hotel caro, silencioso, com varanda voltada para o oceano.
Ele saiu primeiro, deu a volta e abriu a porta dela.
— Vem, ruivinha. — Não pedido. Convite carregado de decisão.
Sofia seguiu o homem que, mesmo quieto, parecia ocupar o corredor inteiro.
O elevador subiu devagar.
Ele ficou atrás dela, tã