O restante do jantar correu por caminhos bem mais seguros — quase confortáveis. Depois que minha confissão deixou o ar carregado, ele pareceu entender exatamente o que eu precisava. Mudou o assunto com uma naturalidade que só ele tinha.
Falou sobre trabalho, mas não daquele jeito pragmático e robotizado que eu tinha visto nas reuniões. Falou com paixão. Com propósito. O tipo de coisa que só alguém que carrega a própria história no peito consegue fazer.
Me contou como o pai tinha planejado sua carreira desde cedo.
E havia algo no jeito que ele descrevia isso — uma mistura de orgulho e peso — que eu não esperava.
Ele não era só o CEO frio, eficiente, impecável.
Ele era um homem que tinha aprendido a carregar responsabilidades grandes demais desde muito novo.
E quanto mais ele falava, mais eu percebia que Lorenzo não era perfeito. Era humano.
E estranhamente… alcançável.
Assim que descemos do carro, o hotel me arrancou o fôlego. Mármore claro refletindo as luzes do lustre gigantes