Lucas permaneceu sentado muito depois que Camille e Melissa se afastaram da mesa.
O café esfriava diante dele, intocado.
Os dedos tremiam.
A garganta ardia.
Ele tinha dito sim. Confirmado o papel que nunca imaginou carregar.
E agora, sozinho na lanchonete, Lucas encarava o próprio reflexo na tela apagada do celular, um homem que sempre quis Camille… e que agora teria que fingir tê-la. Pelo bem de outro homem. O bem do homem que ela amava.
Ele fechou os olhos. A vergonha e a culpa se misturavam