Dante e Marcus tinham deixado o andar por alguns minutos, reuniões rápidas, ligações urgentes, ordens sobre segurança. Adam dormia outra vez, o corpo tentando se recuperar do trauma. Camille estava parada diante da janela de vidro fosco da UTI, as mãos trêmulas, a pele fria. A decisão pesava como chumbo. Era simples, mas devastadora: E inocentar Adam custasse o que custasse.
Era a única forma de impedir que Delmont puxasse Adam para o abismo com ela. Ela respirou fundo.
Camille saiu da UTI com o peito apertado, a respiração curta e a sensação de que estava andando em direção ao próprio fim.
No corredor, ela pegou o celular e digitou: “Lucas, preciso falar com você. Na lanchonete do hospital. Agora.”
A resposta veio quase imediatamente: “Estarei aí em 20 minutos.”
Camille fechou os olhos por um segundo.
Ela encontrou Melissa na sala VIP.
— Vou falar com o Lucas, disse, a voz firme, apesar de tudo. Preciso de você comigo.
Melissa suspirou, exausta por dentro.
— Eu vou… mas, não garanto