O silêncio que tomou o quarto após a última frase de Dante era tão denso que quase tinha forma.
Camille não conseguiu respirar por um segundo inteiro.
Adam abriu os olhos e olhou para Dante com uma clareza cortante. Ele estava juntando peças, rápido demais para alguém que mal tinha recobrado a consciência.
Marcus foi o primeiro a quebrar o silêncio:
— Isso é sério demais, Dante. Precisamos isolar toda a equipe, bloquear acessos, revisar logs, falar com a diretoria do hospital…
Dante ergueu uma mão, sem desviar o olhar de Camille.
— O problema não é só o “como”, Marcus. É o por quê. Delmont está montando uma narrativa que depende dela.
Camille sentiu o estômago despencar.
Adam respirou fundo, pensativo:
— Então é isso, disse, com uma lucidez quase assustadora para alguém recém-desperto. Delmont não está tentando provar nada. Ele está tentando insinuar. Construir o enredo perfeito: nós dois envolvidos, sentimental e financeiramente.
Dante assentiu.
— Exatamente. Ele quer que todo mundo