LUCAS
A porta do quarto dele se abriu com um estalo seco.
Lucas levantou o olhar do travesseiro, ainda pálido, o braço ligado ao soro. Não fazia ideia do que estava acontecendo no hospital, até ver o rosto de Melissa.
Pálida. Olhos inchados. Respiração curta demais.
— Melissa? O que…? Aconteceu alguma coisa?
Ela fechou a porta devagar, como se o som fosse perigoso.
— Lucas… a Camille...
O coração de Lucas congelou.
— Onde ela está? Aconteceu alguma coisa com ela?
Melissa respirou fundo.
— Levaram ela, Lucas. Sequestraram.
Lucas sentiu o pânico subir pela garganta.
— E Adam? Aquele desgraçado jurou que ia protegê-la, ele perguntou, a voz quebrando.
Melissa hesitou por meio segundo. Foi o suficiente.
— O Adam… sofreu um acidente durante o sequestro...
— Ele morreu?
— NÃO! Ela correu até a cama, segurando o braço dele. Não… mas ele quase. Ele está na UTI.
Lucas sentiu o chão desaparecer, mesmo deitado.
— E a Camille? Ela estava com ele?
— Estava, mas foi levada do local do acidente, não