Nathan ainda estava sorrindo quando se levantou.
Devagar.
Sem pressa alguma, como se tivesse todo o tempo do mundo para desmontar cada pedaço da coragem dela. Camille tentou acompanhar seus movimentos, mas a escuridão fazia tudo parecer maior, mais próximo, mais ameaçador.
Ele deu dois passos para trás.
Depois, como se aquilo fosse a continuação natural da provocação anterior, Nathan levou a mão à cintura e puxou algo que fez o estômago de Camille afundar:
Uma faca. O brilho frio da lâmina cortou a pouca luz do galpão.
Camille prendeu o ar e Nathan percebeu de novo, com a precisão cruel de alguém que coleciona reações humanas.
— Relaxa, doutora, ele disse, girando a faca nos dedos com uma habilidade que deixava claro o quanto estava acostumado com aquilo. Eu só quero ajudar.
A lâmina passou perto da linha da mandíbula dela, sem encostar, apenas o suficiente para fazer seu corpo inteiro enrijecer.
Nathan sorriu.
— Isso aqui… ele ergueu a faca, ainda girando, não é pra você.
Ele então s