O corredor da emergência cheirava a sangue, desinfetante e desespero. As paredes brancas pareciam estreitar cada vez mais à medida que o tempo passava. Marcus andava de um lado para o outro, as mãos cobertas de sangue seco, de Adam, enquanto Melissa permanecia sentada em uma das cadeiras rígidas, o rosto enterrado entre as mãos, respirando como se o ar tivesse gosto de medo.
Nenhum dos dois falava. Porque qualquer palavra naquele corredor parecia perigosa demais.
— Ele não pode morrer… Melissa murmurou, mais para si do que para Marcus. Ele não pode…
Marcus parou de andar, fechou os olhos por um segundo e apertou a ponte do nariz, tentando conter a própria angústia.
— Camille foi levada, Mel. E o Adam… ele engoliu seco, o Adam viu tudo. Isso vai destruir ele se…
Mas ele não terminou. Não tinha coragem de pôr em voz alta.
Foi quando passos ecoaram no corredor, firmes, pesados, como marteladas no chão.
Os dois levantaram o rosto ao mesmo tempo.
Dante
Dante adentrou o hospital. Ele avanç