A porta de metal abriu com um rangido áspero, e a luz amarela do corredor invadiu o galpão. Camille piscou, os olhos ardendo com o brilho repentino.
Nathan não entrou, outra silhueta apareceu na porta.
Camille reconheceria aquele perfume mesmo dopada, machucada ou com o mundo desmoronando:
amadeirado, caro, excessivamente controlado.
Douglas Delmont.
Ele entrou como se estivesse inspecionando um escritório recém-reformado, não um galpão imundo com uma mulher amarrada no chão. O terno cinza impecável, o relógio brilhando na luz fraca, a expressão tão limpa quanto suas auditorias falsificadas.
Os sapatos dele não faziam barulho no piso rachado. Isso irritou Camille mais do que deveria.
Delmont parou a um metro de distância dela e a observou como alguém observa um arquivo que precisava ser reescrito, ou deletado.
— Doutora Morgan. Ele disse, a voz suave, limpa, sem pressa. Que situação lamentável. Eu realmente esperava evitar isso.
Camille ergueu o rosto, as mãos presas atrás das costas