Capítulo 61 - A isca perfeita

A porta de metal abriu com um rangido áspero, e a luz amarela do corredor invadiu o galpão. Camille piscou, os olhos ardendo com o brilho repentino.

Nathan não entrou, outra silhueta apareceu na porta.

Camille reconheceria aquele perfume mesmo dopada, machucada ou com o mundo desmoronando:

amadeirado, caro, excessivamente controlado.

Douglas Delmont.

Ele entrou como se estivesse inspecionando um escritório recém-reformado, não um galpão imundo com uma mulher amarrada no chão. O terno cinza impecável, o relógio brilhando na luz fraca, a expressão tão limpa quanto suas auditorias falsificadas.

Os sapatos dele não faziam barulho no piso rachado. Isso irritou Camille mais do que deveria.

Delmont parou a um metro de distância dela e a observou como alguém observa um arquivo que precisava ser reescrito, ou deletado.

— Doutora Morgan. Ele disse, a voz suave, limpa, sem pressa. Que situação lamentável. Eu realmente esperava evitar isso.

Camille ergueu o rosto, as mãos presas atrás das costas
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