A semana passou sem barulho. Sem mensagens. Sem encontros. Sem carros pretos. Sem homens malucos para convencer.
No escritório, tudo voltou ao normal. Sarah reclamava do namorado, e os sócios exigiam prazos. Eu atendia ligações, arquivava formulários e evitava pensar demais. Era entediante — graças a Deus. À noite, Diogo e eu comíamos sobras e conversávamos sobre os livros caríssimos que ele precisaria comprar no próximo semestre. Parecia quase uma vida normal.
Uma manhã, abri meu extrato bancá