Eu me levantei para ir embora, mas aquele homem, Gonzalez, me chamou de volta.
— Você não vai simplesmente deixar isso aí, vai? — Os olhos dele deslizaram rapidamente até a mesa. — Nós não encostamos nessas coisas. Não é assim se faz.
Eu não entendi o que ele queria dizer até que ele empurrou com a ponta do pé a maleta preta. O volume aparecia sob a toalha.
Eu tinha que levá-la comigo.
Peguei a maleta.
— Estamos estacionados no B12. Vou esperar as outras seis dessas do seu chefe dentro de uma semana. Garanta que ele entenda isso.
O manobrista me entregou o cartão-chave do meu carro bom.
— É seu? — ele perguntou.
— Hoje à noite — respondi.
Ele abriu um sorriso. — Deve ser bom.
— É trabalho — eu disse.
Dirigi pelo estacionamento até achar o B12. Era um SUV preto. Pesado. Ameaçador. A porta traseira abriu. Uma mão surgiu. Eu não vi rosto nenhum. Levantei a maleta. A mão a pegou. A porta fechou. O SUV deslizou para longe.
Dirigi pela cidade com os vidros fechados e o rádio desligado. O mo