Acordei antes do despertador.
A cidade ainda estava escura. Silenciosa. Fiquei imóvel por um instante, ouvindo o Diogo respirar através da parede. Ritmado. Jovem. Alheio a tudo.
Bom.
Levantei sem tomar banho. Café primeiro. Preto. Sem açúcar. Eu precisava estar afiada, não confortada.
O vestido verde estava dobrado na cadeira. A armadura da noite passada. Uma amostra da minha nova vida. Não toquei nele.
Conferi o espelho. Suave demais. Esse era o problema.
Eu parecia uma mulher que se passa por