— E então? Como foi? — perguntou Diogo assim que entrei pela porta.
— Achei que tinha te dito para não me esperar.
— Eu não esperei! Quer dizer, não esperei você... eu só estava no celular…
— Aham. Bom, é tarde. Vou dormir. Pode ficar mandando mensagem para quem quiser, só mantenha o volume baixo, tá? Tenho que trabalhar amanhã. — falei, indo em direção ao banheiro.
— Espera, você não vai mesmo me contar como foi o encontro? Eu me preocupo com você, sabia?
— Foi tudo bem, Diogo. Só um café e uma conversa.
— Foi só?
— Não somos adolescentes. E, por favor, use a gramática certa. É “foi só isso?” Você já é um universitário agora. — falei com a escova de dentes na boca. — E escove os dentes antes de dormir.
Me enfiei na cama pensando no trabalho, mas não no trabalho de sempre. O escritório ainda me esperava, claro, mas agora era o meu salário menor. Eu poderia ter ficado quieta, devolvido o carro àquele homem e esquecido tudo. Mas o modo como ele me encurralou deixava claro — não e