Ana
Eu continuei parada ali, no banheiro, igual uma criminosa surpresa pela polícia no meio do crime. Minhas mãos ainda estavam meio úmidas, minha respiração estava toda torta, e eu tentava pensar numa desculpa. Qualquer desculpa. Até uma péssima. Só precisava que fosse rápida.
Mas minha cabeça? Um caos total.
E o Lex lá, parado na porta, apoiado no batente, me olhando como se tivesse pego eu roubando os segredos do governo.
— Ana — ele repetiu — o que você tava fazendo?
Eu abri a boca, mas nad