Mais tarde naquela noite, quando o último convidado desapareceu pelos corredores com taças nas mãos e sorrisos falsos, Cristal se permitiu respirar sozinha. A casa ainda murmurava ecos do jantar — louças sendo recolhidas, passos abafados, vozes distantes — mas o calor do ambiente havia se dissipado, deixando para trás apenas o peso do que não foi dito.
Ela andava pelos corredores vagarosamente, o vestido acariciando o chão polido, as mãos pousadas sobre o ventre, como se buscassem amparo.
Foi