Cristal terminou de uma vez a taça que havia deixado no balcão. O líquido desceu amargo, mais pela noite do que pelo espumante.
— “Chega. Já ouvi demais... dentro da minha própria casa.” — disse, firme, quase em tom de decreto. — “Vocês que se virem.”
Virou as costas sem pressa, mas cada passo reverberava como um corte. Subiu as escadas com a elegância intacta, embora por dentro seu peito estivesse em chamas. Ao passar pelo corredor, escolheu um dos quartos de hóspedes. Não queria ver ninguém