46. O Antro do Pecado
Max sentia o gosto metálico do sangue na boca. A dor era uma presença constante, latejante, um tambor silencioso batendo contra seu crânio. Ele estava jogado no chão frio do galpão, os pulsos presos por cordas ásperas e os músculos gritando de exaustão. Seu rosto estava inchado, um dos olhos quase se fechando completamente, e cada respiração fazia seu peito arder.
Rodrigo, o homem que um dia fora apenas um rival em apostas e negócios escusos, agora o observava com um sorriso de puro desprezo.