34. Casa na cidade
O silêncio na casa dos Vieira de Sá era opressor. Apenas o estalo ocasional da madeira na lareira quebrava a tensão sufocante entre os dois irmãos restantes. Eduardo permanecia de pé, os ombros rígidos e a expressão fechada em um misto de raiva e decepção. Max, com o rosto ainda marcado pelos socos que recebera de Vicente e pelo peso das próprias escolhas, tentava conter a fúria que borbulhava em seu peito.
— Eu ainda não consigo acreditar. — A voz de Eduardo soou áspera, cortando o silêncio c