Narrado por Alana
Subi as escadas da base com o sangue nos dentes e o coração explodindo no peito como tambor de guerra.
Não tinha frescura.
Não tinha cerimônia.
Tinha missão. E raiva.
Cada degrau rangia baixo, cúmplice do meu silêncio.
Cheguei na porta da sala da coronel.
Bati uma vez.
Forte.
Sem pedir licença pra existir.
— “Entra.” — veio a voz seca lá de dentro.
Entrei.
Fechei a porta com firmeza, sem medo do eco.
A Coronel Daniela tava em pé, de costas, encarando a janela como