CAIO
A quebrada inteira já tava em transe.
Aposta gritando, vapor pulando, pivete batucando em tampa de panela. O galpão virou arena, a favela virou torcida, e no meio daquele caos —
lá vem ela.
Aziza.
Com aquele jeitão de quem carrega o mundo no olhar e o julgamento na sobrancelha arqueada.
Parou na minha frente, braço cruzado, cara fechada.
Nem piscou.
— “Sério isso, Muralha?” — ela soltou, seca. — “Tu vai deixar essa palhaçada acontecer?”
Soltei a fumaça do cigarro bem devagar, de pr