Liz
Lavínia me lançou um olhar cortante, daqueles que prometem mais do que entregam. Mas sua opinião me era tão irrelevante quanto a poeira sob meus sapatos de grife. Eu não estava ali para cultivar laços de amizade com quem quer que fosse, minha missão era gravar a ferro e fogo na mente daqueles favelados que eu, Aurora Liz, não era filha de um traficante com uma ex-policial. Que ilusão patética.
— Vamos jantar, filha? Está com fome? — A voz de Any, tentando um tom maternal, me soava como