O sol batia de leve nas persianas do escritório de Rafael, mas o ambiente parecia frio.
Desde o encontro com Clarice, ele carregava um tipo de inquietação que não sabia nomear.
Não era culpa — era peso.
A sensação de que, ao tentar ajudar alguém, havia aberto uma porta que não devia.
Na tela do celular, uma notificação piscava:
Clarice: “Obrigada pela ajuda, Rafa. Você sempre soube acalmar tempestades.”
Ele leu e não respondeu.
Mas o simples fato de ler já o colocava num lugar incômodo.
O passa