A mala era emprestada.
O vestido, feito por uma tia costureira.
E os sapatos... eram os mesmos de ir à missa.
Clara segurava firme os cadernos enquanto o ônibus deixava a última curva de terra batida e entrava no asfalto que levava à cidade grande.
Ela nunca havia viajado tão longe.
Nem tão dentro de si.
Aurora a esperava na rodoviária com uma plaquinha simples: "CLARA – CONSTELA".
Mas Clara reconheceu o rosto dela antes mesmo de ler.
— Você parece menor do que imaginei — disse Clara, com um so