O Centro Cultural de Belém fervilhava de vozes, cafés sendo servidos, livros sendo comprados e leitores entusiasmados por todos os lados. Aurora nunca tinha pisado fora do Brasil, mas ali, no meio de tantos sotaques portugueses, franceses e espanhóis, se sentia incrivelmente… em casa.
O auditório onde aconteceria o painel estava quase lotado meia hora antes de começar.
No telão, a imagem da capa do novo livro: um céu noturno com estrelas em queda, ilustradas como traços de tinta dourada. O títu