A mala azul estava aberta sobre a cama, vazia, esperando decisões.
A viagem para Lisboa era dali a sete dias. O convite da Feira Internacional de Literatura havia sido uma consagração — um símbolo de que Aurora e Davi não apenas reconstruíram suas próprias histórias, mas estavam prontos para levá-las ao mundo.
Mas quanto mais perto da data, mais o entusiasmo de Aurora dava lugar à ansiedade.
Ela passava longos minutos em silêncio, encarando o nada, escrevendo listas que não completava, apagando