Assim que cheguei em meu quarto, entrei e peguei meu celular. A noite já havia chegado, tingindo o céu de um azul profundo, e eu queria ver se tinha alguma ligação de Rafael. Não sabia o porquê, mas queria escutar a voz dele naquele momento, um conforto estranho que meu corpo parecia exigir. Não havia nada. Sentei-me na cama, o silêncio do quarto pesado, quando escutei alguém bater na porta. Levantei-me e segui para abri-la. Lá estava Sofia, parada sem jeito, o rosto um pouco corado.
— Podemos