Melina percebeu que algo estava errado quando o silêncio deixou de incomodar.
Não era mais dor aguda. Era uma ausência constante, quase confortável demais. Como se o coração tivesse criado uma defesa própria: não sentir para não sofrer.
No jantar com Rafael, ela riu, conversou, participou. Mas em alguns momentos, sua mente se afastava sem pedir permissão.
— Você sumiu agora — Rafael comentou, observando-a por cima da taça.
— Desculpa — ela respondeu. — Fui longe.
— Para onde? — ele perguntou, s