Melina não pretendia confrontá-lo naquela noite.
Chegara em casa com a cabeça cheia demais, o corpo cansado, os pensamentos emaranhados. Tudo o que queria era subir para o quarto, trancar a porta e silenciar o mundo. Mas algo no silêncio da casa a incomodou. Um silêncio denso, diferente.
Havia marcas de água no corredor. Uma toalha jogada sobre a cadeira.
Ela franziu o cenho.
— Diogo? — chamou.
Nenhuma resposta.
Seguiu pelo corredor quase por reflexo. Não bateu à porta do quarto dele. Nunca bat