Eu já estava em pânico quando cheguei à cobertura com Miguel. Não era apenas preocupação, era a certeza física de que algo tinha saído completamente do eixo. Lia estava lá com Giulietta, andando de um lado para o outro, as mãos trêmulas, os olhos marejados. O ambiente parecia suspenso, como se todos estivessem esperando uma explosão invisível.
Assim que entrei, Giulietta gritou, sem se importar com quem ouvisse.
GIULIETTA: NÃO ACREDITO QUE MACHUCOU ELA ASSIM!
A minha paciência estava pequena, mas ainda assim mantive a calma.
“ Essas fotos são antigas. Onde eles estão?”
GIULIETTA: Eu não faço ideia. Conversaram por longos minutos e depois saíram sem me dizer nada.
LIA: Ela vai matar a Margareth. E o seu pai vai ajudar… a Isabella vai matar ela!
MIGUEL: Lia, não começa a fantasiar as coisas.
Aquilo me atingiu, pois depois de tanto tempo eu aprendi que a Lia sempre tinha razão. Mesmo eu odiando isso.
“Ei, não fala assim com ela. A Lia tem mais sensibilidade do que todos nós aqui