Adormeci nos braços dele, encaixada no peito que sempre foi o meu lugar mais seguro. O braço de Ethan estava pesado sobre mim, quente, firme, como se dissesse sem palavras que eu não precisava me preocupar com nada enquanto ele estivesse ali.
Lembro de fechar os olhos com esse pensamento.
Quando acordei, algo estava errado antes mesmo de eu entender o quê.
Estiquei a mão devagar, ainda meio sonolenta, procurando o corpo dele ao meu lado. Toquei apenas o lençol frio. Abri os olhos de vez, o coração acelerando sem aviso.
Ele não estava ali.
Sentei na cama com cuidado, a barriga pesando, os bebês se mexendo como se sentissem minha mudança brusca. Olhei em volta do quarto, como se ele pudesse estar ali em algum canto, como se fosse possível ele simplesmente ter desaparecido.
“Ethan…?”
Nenhuma resposta.
Levantei, abri a porta do quarto e caminhei pela casa em silêncio. Olhei o banheiro, o escritório, a cozinha. Tudo apagado. Tudo quieto demais, não havia sinal dele em lugar nenhum.