O choro de Ethan não durou pouco.
Durou o tempo necessário para que a alegria tomasse conta de tudo ao redor, preenchendo cada espaço como se o mundo tivesse parado apenas para testemunhar aquele instante.
Ele ainda me abraçava quando levantou o rosto, limpou as próprias lágrimas às pressas e, de repente, assumiu o controle da situação como se estivesse prestes a salvar o planeta.
ETHAN: Alguém compra champanhe agora! Não me importa o preço, hoje é dia de comemorar!
A secretária quase caiu da cadeira, completamente confusa, mas já se levantava apressada, pegando a bolsa.
Antes que eu pudesse rir da cena, um grito ecoou pelo corredor inteiro.
ETHAN: MIGUEL!
Miguel apareceu correndo, assustado, Maitê nos braços, o rosto pálido. Logo atrás dele, Lia surgiu com um sorriso que denunciava que ela já sabia de tudo.
MIGUEL: O que foi? Aconteceu alguma coisa?
Ethan não respondeu com palavras. Apenas apontou para mim e para a minha barriga.
Miguel levou a mão à boca, os olhos marejado